A alienação parental é um termo relativamente novo, que está ficando cada vez mais presente nos jornais, revistas e mídias em geral.  Mas o que é alienação parental afinal?

Entende-se como um processo psicológico que consiste em programar uma criança para que, sem razão, odeie um de seus pais. A ação em si, já é bem conhecida e infelizmente praticada com muita frequência. Quem nunca viu um pai ou mãe separados falando mal um do outro. Ou ouviu relatos das próprias crianças de que um genitor não deixa ver o outro. Claro que aqui é necessário ressaltar que existem casos e casos. Mas a alienação parental acontece quando não existe nada que desabone a relação entre pais e filhos. Mas depois da separação ao acontece que deixa as relações tortuosas.

Casamentos começam com amor, mas nem sempre acabam de um forma amigável. E quando não existe diálogo, alguns os casais não conseguem separar suas dificuldades e conflitos, das funções e responsabilidade com os filhos. Mais comum do que possa parecer, a transferência de problemas entre casais separados, para os filhos acaba por trazer mais insegurança as crianças. Que ficam em um verdadeiro fogo cruzado, tendo muitas vezes que escolher entre os pais qual é o seu preferido.

Desde 2010 existe a lei 12.318 que trata sobre este tema, esclarece que qualquer parente ou adulto que tenha autoridade sobre a criança pode ser alienador, ou seja um pessoa que tire a criança da realidade. Podendo ser os próprios pais, como também avós, tios, madrinhas, entre outros.

Às vezes os adultos não imaginam o quanto mal fazem para seus filhos, sejam eles crianças ou adolescentes. Marcas que duram por toda uma vida e que certamente influenciam nas suas relações quando adulto. Segundo a psicóloga Sarah Helena, pesquisas voltadas para a Síndrome de Alienação Parental (SAP), mostram consequências da alienação parental para as crianças pode envolver, entre outros sintomas, culpa, ansiedade, depressão infantil, visão maniqueísta da vida, agressividade, medos, angústias, dificuldades de aprendizagem e somatizações. Estas consequências psicológicas e físicas acontecem, muitas vezes, junto a uma aversão ao pai/mãe alienado (bem como por tudo que é ligado a ele/a) desenvolvida pelo outro”.

Mas como identificar o que é alienação parental?

São ações como falar mal do genitor, dificultar visitas, o exercício da autoridade com a criança, omitir informações pessoais e relevantes sobre a criança, inventar falsas informações (dizer que a criança foi abandonada ou o outro genitor não a quer), fazer falsas denúncias contra genitor ou outro familiar, mudança de domicílio sem avisar, muitas vezes para lugares distantes e sem justificativa, com intenção de dificultar a convivência da criança com o genitor ou familiares.

O que fazer quando isto ocorrer?

Ao perceber que se está diante dessas situações, procure ajuda de um advogado, para que o juiz aprecie o caso e aplique medidas judiciais cabíveis.

 

Geana Krause

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