O Transtorno do Espectro Autista (TEA), compreende diferentes condições que afeta o desenvolvimento nas áreas de: comunicação, socialização e comportamento. Nos EUA a atualização dos números de prevalência de crianças com autismo são de uma em cada 50 crianças. Não há registros atualizados no nosso país, mas especialistas acreditam que a proporção seja semelhante. O transtorno deixou de ser algo que antes era considerado raro. E cada vez se torna comum conhecer uma criança autista. Nas escolas os casos também se multiplicam.

Alunos com TEA possuem maior dificuldade de serem aceitos e incluídos na rede regular de ensino. Sendo um desafio para os pais matricular seus filhos. A Inclusão escolar agora é um direito assegurado e garantido por lei, sendo considerado crime recusar-se matricular alunos com necessidades educacionais especiais. Mas uma lei não é o bastante para que a inclusão ocorra. Incluir um aluno que necessita de intervenções educativas diferenciadas necessita de um grande envolvimento tanto dos professores, como da escola como um todo. Muitos são os desafios a serem superados e a capacitação de professores é o principal deles. Com também a busca por mais políticas públicas que tragam uma inclusão na educação pública com maior qualidade.

Enquanto isto não ocorre, algumas ações podem ser realizadas para auxiliar os professores em sala de aula. Marco Aurélio Ferraz, diretor da EMEEF Elyseu Paglioli destaca algumas estratégias facilitadoras para o processo de inclusão de alunos com TEA no ambiente escolar, como por exemplo: rotinas claras e autoexplicativas, explicitar um protocolo de comunicação para traçar metas caso haja necessidade de recursos adaptados de comunicação, construção de vínculos a partir de um mapa básico que explicite medos, desejos, expectativas, família, comidas, preferências, programas de TV, músicas , lazer , entre outros.

Mas como identificar e tratar o Autismo?

O transtorno possui características que podem ser percebidas por pais e professores, tais como: mudanças comportamentais, dificuldade na interação social e na comunicação, interesses restritos, gestos repetitivos, entre outros. Quando existe uma suspeita deve-se encaminhar a criança para profissionais que possam fazer uma avaliação adequada do caso.

Cíntia Leão professora e psicopedagoga Inicial da EMEEF Elyseu Paglioli, destaca a importância do diagnóstico precoce, pois pode auxiliar na busca de direitos e políticas públicas para melhor atendimento. Entretanto, apenas um diagnóstico sem um acompanhamento à família pode até ser prejudicial. Atualmente em se tratando do “espectro” muitas crianças pequenas apresentam “comportamentos”, “indicadores”, “ traços” que ainda não são definitivos na sua estrutura, diagnósticos que podem ser provisórios. Logo, o diagnóstico precoce tem uma importância desde que acompanhado da rede de atendimento.

Serviços que a rede pública oferece para a criança com TEA:

Nossa cidade, conta com o serviço de Estimulação Precoce e Psicopedagogia Inicial como apoios à inclusão na Educação Infantil para crianças de 0 a 6 anos com Necessidades Educacionais Especiais, com atendimento nas escolas especiais da rede Municipal de Porto Alegre. E assessorias às escolas e creches comunitárias conveniadas. Os atendimentos ocorrem nas quatro escolas especiais do município: EMEEF Elyseu Paglioli, no bairro Cristal, EMEEF Professora Lygia Morrone Averbuck, no bairro Jardim do Salso; EMEEF Prof Luiz Francisco Lucena Borges, no bairro Jardim Itu; e EMEEF Tristão Sucupira Viana, no bairro Restinga.

Por: Geana Krause

Foto: APAE Brasil

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