O prefeito Nelson Marchezan Júnior, vice-presidente de Saúde da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) participou, na noite dessa quarta-feira,3, da cerimônia de abertura do 35º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Afirmou que o orçamento dos municípios está cada vez mais comprometido e defendeu aumento de recursos com melhoria dos investimentos em saúde. “Precisamos de uma reorientação para utilização dos recursos municipais, estaduais e federais no setor. O comprometimento dos gastos deve ser baseado em evidências científicas, não em questões políticas”, disse.

Com o tema Diálogos no Cotidiano do SUS, o congresso promove o encontro de mais de 5 mil pessoas, entre gestores municipais de saúde, trabalhadores do SUS, representantes de instituições ligadas à saúde pública e autoridades. A abertura contou com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Marchezan defendeu ainda a contratualização e a necessidade de o Ministério da Saúde liberar financiamentos para que os municípios possam investir em tecnologia e inovação. “As necessidades básicas dos 220 milhões de brasileiros são o que deve mover os interesses dos movimentos da saúde brasileira, acima de qualquer ideologia e conveniência econômica”, ressalta.

O prefeito elogiou a iniciativa do governo federal em ajudar no financiamento para ampliação do horário de atendimento nos postos de saúde e destacou a experiência da capital gaúcha. “Cada posto de Porto Alegre faz 3 mil atendimentos/mês no horário ampliado até as 22h”, frisou.

Durante o congresso, também é promovida a 16ª edição da Mostra Brasil, aqui tem SUS, com apresentação de até 500 experiências exitosas de secretarias municipais de Saúde, com o objetivo de divulgar o SUS que dá certo em todas as regiões do país. A Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal de Saúde, apresenta a experiência Sistema de Dispensação de Medicamentos (DIS). Com este sistema, baseado na gestão correta dos estoques e no controle de vencimentos, foi possível economizar mais de R$ 4 milhões em 2018.

 

Texto de: Lissandra Mendonça
Edição de: Rui Felten
Foto: Guilherme Kardel/Conasems

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