Monitoramento de Aedes aegypti por armadilhas chega à Restinga

Porto Alegre, 06/05/2016 SMS, através da CGVS/EVRV instala armadilha de monitoramento do mosquito Aedes aegypti na Vila Farrapos (Av. Dona Teodora). Foto: Cristine Rochol/PMPA

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Equipe de Vigilância de Roedores e Vetores (EVRV/CGVS/SMS), inicia nesta segunda-feira, 12, a instalação de 70 armadilhas de monitoramento de mosquito Aedes aegypti adultos no bairro Restinga. Com a expansão para o Extremo Sul da cidade, Porto Alegre passa a contar com 1.005 armadilhas no sistema de monitoramento inteligente do Aedes aegypti em 32 bairros da cidade.

A chefe da EVRV, médica veterinária Rosa Maria Carvalho, explica que a expansão para a Restinga levou em consideração aspectos como a densidade populacional e o fato de o bairro situar-se no limite entre as zonas leste e sul da cidade. Com as armadilhas, a prefeitura poderá averiguar, semanalmente, o índice de infestação vetorial, em especial de fêmeas do Aedes aegypti na Restinga, além de monitorar eventual circulação viral das doenças veiculadas pelo mosquito na região. Todas as fêmeas de Aedes aegypti coletadas nas armadilhas de monitoramento são analisadas laboratorialmente para averiguar a presença de vírus da dengue, zika ou chikungunya no inseto.

A Restinga foi um dos bairros com transmissão autóctone (pessoas infectadas no local) em Porto Alegre em 2016, com 11 casos confirmados. De acordo com a chefe da EVRV, a série histórica de Porto Alegre indica que o bairro também possui características parecidas com os demais bairros onde houve transmissão autóctone em 2013 e 2016: mais casas do que edifícios, imóveis com pátios e quintal com árvores, por exemplo, explica Rosa Maria.

Não há previsão de prazo para encerramento do trabalho na Restinga. Para a instalação das armadilhas, agentes de combate a endemias e profissionais que atuam na EVRV/SMS buscarão a parceria de moradores do bairro. A expectativa é cobrir a totalidade do bairro com as armadilhas, já que cada área tem abrangência de 250 metros. Todas as armadilhas da cidade estão localizadas em imóveis residenciais ou comerciais cujos proprietários concordaram em ceder o espaço e receber, semanalmente, a visita do agente de controle de endemias para vistoria das unidades. Atualmente, 21 agentes de combate a endemias vinculados ao Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) trabalham na EVRV, dos quais 16 exclusivamente na vistoria das armadilhas de monitoramento.

Foto: Cristine Rochol/PMPA
Texto de: Patrícia Coelho
Edição de: Andrea Brasil

Deixe um comentário